Manutenção industrial: porque é tão importante?

Manutenção industrial: porque é tão importante?

A manutenção industrial tem como grande objetivo o aumento da vida útil de uma máquina e/ou equipamento. Isso é feito após a realização de uma série de ações necessárias para manter ou restaurar um componente, peça ou até mesmo a máquina inteira.

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Em um mercado cada vez mais competitivo, a manutenção industrial é imprescindível, sendo esta um diferencial na estratégia de qualquer empreendimento que visa ter o máximo de eficiência em seus serviços prestados, aliado a excelência no custo-benefício.

Dentro de todo o contexto, os processos de manutenção industrial podem ser divididos em algumas categorias.

  • Manutenção corretiva não planejada – Quando um componente ou o equipamento falha ou apresenta uma diminuição significativa de desempenho de modo não esperado;
  • Manutenção corretiva planejada –Quando a máquina demonstra os primeiros sinais de que seu desempenho está reduzindo, ou que uma falha pode vir a ocorrer, há um planejamento para que a manutenção seja realizada;
  • Manutenção preventiva Visa prevenir falhas ao adotar uma série de medidas periódicas;
  • Manutenção preditiva – Considerada a mais moderna e uma das mais eficientes no ramo da manutenção industrial, a manutenção preditiva atua na inspeção rotineira de equipamentos para identificação de irregularidades que podem vir a dar problema. Por essa razão vem o nome “preditiva”, de prever, já que é possível prever uma futura falha e evitá-la;
  • Manutenção Detectiva – Busca detectar falhas ocultas ou não perceptíveis;
  • Engenharia da manutenção – Considerada uma evolução da manutenção industrial, neste o engenheiro aplica as técnicas mais modernas e segue benchmarks.

As prioridades e a ordem correta de uma boa manutenção industrial

  • Emergencial: Quando um defeito pode trazer riscos a operação ou ao trabalhador, e neste caso deve se aplicar a manutenção corretiva imediatamente;
  • Crítico: Um patamar “abaixo” do emergencial, já que neste caso pode ser programa e executada no período de uma semana. Aqui, faz parte o plano de manutenção preventiva;
  • Normal: Utilizada em manutenções a serem planejadas a partir de 7 dias da emissão. Neste caso, a manutenção preditiva.

Após definida essas prioridades, é preciso fazer uma avaliação da ordem de trabalho a ser executado. Esta contém campos para registro e apropriação dos recursos e execução do serviço, podendo ser:

  • Corretiva: Utilizada para serviços emergenciais onde a execução precisa ser imediata. Não há planejamento;
  • Planejada: Parte do plano da já citada manutenção preventiva ou quando o serviço é solicitado pelo cliente;
  • Rota: Utilizada somente para planos de manutenção;
  • Parada Geral: Semelhante a ordem planejada, essa é utilizada para serviços a serem realizados em paradas setoriais ou totalmente.

Qual a manutenção que deve ser adotada na sua empresa?

De acordo com o professor Décio Martins Pereira, escritor do livro Manual da Manutenção Industrial, a manutenção corretiva é um tipo de manutenção incorreta e que deve ser evitada para não resultar em prejuízos econômicos.

“Suponhamos que o parafuso não foi feito com o aço adequado, nessas condições vai quebrar muitas vezes, retirando o equipamento de operação, causando atrasos na produção (…) Apesar de ser incorreto, este tipo de manutenção é muito praticado, devido a falta de pessoal técnico qualificado”.

Por outro lado, o autor também defende que a manutenção preditiva é o sistema mais completo e correto de se usar na manutenção.

“As indústrias que utilizam com sucesso a manutenção preventiva, podem aplicar a manutenção preditiva, que se constitui no mais completo e correto sistema de manutenção. Nesse sistema, com auxílio de equipamentos, detectores mais sofisticados, pode-se determinar se está na hora de abrir a máquina e trocar um componente, antes que venha a falhar”

A importância de elaborar um fluxograma

O fluxograma é um material fundamental para qualquer tipo de manutenção industrial, em especial na preditiva. Ele faz a função de mapear todos os equipamentos, constando as respectivas datas e frequências junto de localizações e códigos de identificações.

Um fluxograma, resumidamente, é uma representação com símbolos gráficos para descrever todos os passos de um processo. Quando todo o “fluxo” é colocado de forma visual, se torna mais fácil entender as informações e o que deve ser feito para inspecionar os equipamentos.

Depois de estabelecido o plano de rota, a periodicidade e as atividades pertinentes devem ser colocadas no fluxograma. Logo em seguida, elas devem ser executadas, e durante este período, é comum encontrar anomalias. Em casos assim, o processo segue como uma manutenção planejada: são geradas notas, que se transformarão em ordem, que depois se tornará o plano de trabalho.

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