Tendências da internet das coisas até 2023

Tendências da internet das coisas até 2023

Estar sempre alerta quanto aos avanços e evoluções das tecnologias e internet das coisas permite que tenhamos uma visão mais ampla do futuro.

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Isso faz com que consigamos planejar e estudar o mercado mais assertivamente e como o foco em inovações futuras.

De acordo com esse pensamento, a empresa especializada em consultorias e pesquisas tecnológicas, Gartner, fez um estudo sobre as 10 principais tendências da internet das coisas para 2023.

O título original é Top 10 trends in internet of things to 2023.

Segundo o vice-presidente da organização e responsável direto pelo estudo, Nick Jones, a internet das coisas está e continuará em ascensão durante os próximos dez anos.

Além disso, ele afirma que os empresários que estudarem e possuírem domínio sobre essas ferramentas, certamente ganharão mais destaque dentro do cenário da indústria 4.0.

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As 10 principais tendências da internet das coisas para 2023

O estudo realizado pela Gartner aborda inúmeros pontos interessantes e cruciais para uma revolução tecnológica que já está acontecendo.

Inteligência artificial

Conforme o estudo prevê, haverá um enorme aumento de dispositivos com conexão a internet nos próximos anos.

A previsão é de quem em 2021 já tenhamos mais de 25 bilhões deles.

Sendo assim, a forma e a quantidade de informações existentes serão ainda maiores, crescendo de forma exponencial.

Com essa crescente de dispositivos online, a inteligência artificial estará presente na maioria deles.

“A inteligência artificial será aplicada a uma ampla variedade de informações da internet das coisas, incluindo vídeos, imagens estáticas, fala, atividade de tráfego de rede e dados de sensores”, afirmou Nick Jones.

Os investimentos dos fornecedores do ramo de TI crescerão e os empresários deverão preparar os seus negócios para a transformação digital iminente.

Internet das coisas social, jurídica e ética

Outro ponto que deverá ser alvo de muitos debates e discussões será o ramo ético e jurídico da internet das coisas, uma que a tecnologia tende a afetar diretamente a liberdade individual de cada um.

O vice-presidente Jones explica que a implantação da tecnologia precisa de um nível de aceitação social, pois existe um paradigma ético a ser superado para efetivar sua aplicação.

As empresas que já se propuserem a atuar seguindo o modelo da indústria 4.0 deverão estabelecer rapidamente essa cultura.

Tal transformação permitirá que as mudanças sejam menos impactantes e que ocorram no seu devido tempo, sem maiores impactos.

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Infonomia

Seguindo a ideia do conceito citado no tópico anterior, a infonomia aborda o controle dos dados coletados pela internet das coisas das empresas.

O estudo em questão aponta que 35% dos entrevistados já vendem ou pretendem vender seus dados a terceiros.

Até o ano de 2023, essa marca deve aumentar, uma vez que esse também seja a meta de parte dos dispositivos.

A discussão deve ser pautada pela ética de divulgação, o quão inoportuno é monetizar os hábitos de consumo das pessoas ou o modus operandi das coisas.

Computação em borda

A computação em borda da internet das coisas segue em crescimento e isso fará com que os serviços em nuvem diminuam.

Dessa forma, ganha-se mais velocidade de comunicação, pois os dispositivos já vêm equipados com autonomia em processamento de dados para não sobrecarregar os servidores.

O papel das empresas aqui é se adequar a infraestrutura existente, transformando-a em algo mais robusto e que esteja preparada para sistemas responsivos e inteligentes.

Governança

O crescimento da internet das coisas pede uma reestruturação da governança de TI.

Toda a segurança e manuseio de dados passará auditoria detalhadas, com o objetivo de sinalizar boas práticas de segurança e de respeito a legislação.

As empresas precisam se educar quanto aos conceitos éticos do uso dos dados e até mesmo investir em novas tecnologias que garantam o controle adequado das informações.

Sensores

A aplicabilidade da internet das coisas, sugere o surgimento de novos dispositivos que estarão cada vez mais presentes no monitoramento de eventos.

As ferramentas já utilizadas ganharão novas habilidades que se fundirão com as inovações que estão por vir, tornando os processos mais interconectados.

As análises de mercado e de possibilidades de negócios devem ser motivo de atenção, para prepará-las para receber as inovações.

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Hardware e Softwares

O estudo també revela que a segurança é a maior preocupação das empresas.

Afinal, existem muitos casos negativos ocasionados pela falta de controle adequado da infraestrutura de TI.

“Até 2023, esperamos ver a implantação de combinações de hardware e software que, juntas, criem ambientes de internet das coisas mais confiáveis ​​e seguros”, realata Jones.

Os cuidados para que hardware e sistema operacional sejam convergentes e seguros devem ser parte do planejamento estratégico das empresas.

Novas experiências

A experiência do usuário será cada vez mais estudada, a fim de garantir sua excelência.

Quatro fatores atuarão como fortes impulsionadores: novos sensores, novos algoritmos, novas arquiteturas de experiência e contexto e novas experiências sociais detectáveis.

A preocupação será sempre com a experiência do usuário, saciando a sua expectativa para com a funcionalidade do produto ou serviço.

Chips de silício

Os dispositivos passarão por mudanças em suas arquiteturas e adotarão circuitos focados em processamento rápido de informações com baixo consumo de energia.

Os modelos atuais de Deep Learning (Aprendizagem Profunda) são focados em banda de memória utilizada. Já os futuros circuitos deverão ter um enfoque no poder de processamento de informações e em um gasto menor em energia.

A computação de borda será incorporada a aprendizagem profunda e suportará a adequação de novos dispositivos que poderão funcionar de forma instantânea, como o reconhecimento de fala.

Novas tecnologias de rede sem fio para IoT

Para que a rede da IoT esteja em pleno funcionamento, diversas tecnologias trabalham em conjunto. Elas são responsáveis pelo consumo de energia, velocidade, largura densidade e frequência da conexão.

As tecnologias irão focar em redes que suportem a grande troca de informações realizada pelos dispositivos, como o 5G, usando os novos satélites na órbita do planeta os quais deverão ampliar o potencial da IoT.

Informações da Associação Brasileira de Internet Industrial

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